Microcrédito beneficia mais 24 mil novas famílias de agricultores

Em 2025, foram assinados 24.138 contratos para operação de crédito rural, o que movimentou R$ 296 milhões em volume de recursos nas duas regiões. Agricultores familiares dos estados do Norte e do Centro-Oeste passaram a contar, em 2025, com o novo programa de microcrédito produtivo orientado do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) em parceria com a Caixa Econômica Federal.
Com verbas dos Fundos Constitucionais de Financiamento, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) vem ganhando reforço nos últimos dois anos para fortalecer a renda e a capacidade produtiva de pequenos produtores. Em 2025, foram destinados mais de R$ 7,15 bilhões para diferentes programas de microcrédito rural nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste.
A trajetória dessa iniciativa durante 2025 teve seu marco inicial em dezembro de 2024, quando a linha de microcrédito foi anunciada como um projeto-piloto de R$ 300 milhões. Inspirada na experiência do AgroAmigo, do Banco do Nordeste, a linha alcançou novas regiões com uma missão clara: combater a fome e reduzir as desigualdades regionais. O programa ganhou nova escala em julho de 2025, quando o Governo Federal anunciou a disponibilização de R$ 1 bilhão adicional para a política de microcrédito rural.
A nova linha de crédito foi desenhada para alcançar quem mais precisa de suporte para crescer. O programa é voltado a agricultores e pecuaristas familiares, pescadores artesanais, indígenas, quilombolas e extrativistas. Para acessar o recurso, a família deve ter renda anual de até R$ 50 mil (média de R$ 3,5 mil mensais) e não possuir empregados permanentes. É obrigatório possuir o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ativo. O investimento pode ser aplicado em duas frentes: Estrutura e produção: construção de reservatórios, armazéns e sistemas de irrigação; recuperação de pastagens; compra de matrizes e reprodutores; além da montagem de pequenas agroindústrias; e no Custeio diário, com a compra de insumos essenciais como sementes, adubos e ração para manter a produção ativa.
O diferencial do programa está nas taxas e nos bônus que garantem a sustentabilidade financeira do produtor. Com juros de apenas 0,5% ao ano e prazo de até 36 meses, o programa oferece um bônus de adimplência de 25% a 40% para quem paga em dia. Além do avanço no microcrédito, a Secretaria Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros (SNFI) articulou, em 2025, a aprovação de quase R$ 10 bilhões junto à Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) para projetos de desenvolvimento regional sustentável. Fruto de parcerias com organismos como o Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), esses recursos fortalecerão os Fundos de Desenvolvimento Regional para financiar projetos de infraestrutura resilientes, saneamento, energia renovável, mobilidade sustentável e bioeconomia nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Outro avanço estratégico foi o lançamento da Política de Cobertura de Riscos do Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável (FDIRS). Com ela, o fundo passará a oferecer garantias contra riscos de inadimplência, crédito, demanda e câmbio, com coberturas que podem chegar a 100% em casos específicos. Esse mecanismo visa garantir segurança financeira e atrair investidores para parcerias público-privadas (PPPs) e concessões em estados e municípios. Ao mesmo tempo, oferece suporte direto aos governantes, permitindo a viabilização de projetos complexos de infraestrutura urbana, como mobilidade e gestão de resíduos, que antes esbarravam na falta de garantias robustas.
No âmbito da estruturação de projetos, o Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável (FDIRS) também firmou, em agosto, uma parceria com o Governo do Rio Grande do Sul para modernizar os serviços de água e esgoto em 176 municípios gaúchos. O projeto busca a universalização dos serviços conforme o novo marco legal do saneamento, promovendo melhorias na saúde pública e na sustentabilidade ambiental. Com o apoio técnico do fundo, o governo estadual contará com assessoria especializada para a modelagem jurídica e financeira da concessão, prevendo a atração de parceiros privados para cumprir as metas de atendimento à população até 2033.