Natal deve gerar R$ 1,22 bi extras no consumo em Pernambuco

O Natal segue como uma das datas mais fortes para o comércio pernambucano. Em 2025, o impulso adicional gerado pelas compras natalinas deve alcançar R$ 1,226 bilhão — um crescimento de 2,5% em relação ao registrado no ano anterior (R$ 1,20 bilhão). Mesmo com avanço moderado, o peso relativo da data aumentará de 10,28% para 10,84% do total movimentado em dezembro, alta de 5,4%.
A estimativa da Fecomércio-PE aponta ainda que as vendas de dezembro de 2025 poderão atingir R$ 12,541 bilhões, somando as compras típicas do Natal e o restante da movimentação do período.

A projeção compara o consumo estimado com um cenário sem o efeito natalino, evidenciando a relevância da data para impulsionar o ritmo do comércio. Presentes, moda, alimentação, eletroeletrônicos e perfumaria seguem como os setores mais impactados pelo aumento das vendas.

Para o presidente da Fecomércio-PE, Bernardo Peixoto, o período permanece essencial para o varejo estadual. “O Natal fortalece toda a cadeia produtiva ligada ao comércio e aos serviços. As empresas se planejam com antecedência porque sabem que dezembro concentra decisões importantes de compra. Serviços de beleza, por exemplo, registram forte demanda nas semanas que antecedem as festas.”

O economista da Fecomércio-PE, Rafael Lima, reforça que o impacto é estrutural. “O valor adicional de R$ 1,226 bilhão representa o efeito próprio da data. Ele decorre da concentração do consumo e do aumento da circulação de renda resultante dos empregos temporários e do décimo terceiro salário. Esse comportamento influencia a operação das empresas e orienta suas estratégias ao longo do segundo semestre.”

Metodologia
A estimativa é calculada em valores reais e considera apenas o impacto exclusivo do Natal de 2025. O estudo utiliza metodologia contrafactual e a série mensal completa de arrecadação do ICMS entre janeiro de 2013 e outubro de 2025. O modelo compara o comportamento esperado das vendas com e sem o impulso da data, levando em conta crescimento histórico do consumo, sazonalidades e fatores como renda formal, Índice de Confiança do Consumidor (ICF) e mudanças na alíquota modal do ICMS.

Link para pesquisa completa aqui.